Entra ou Sai

Maio 21, 2011

Amigos virtuais

Filed under: POESIA — carva55 @ 9:30 pm
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Amigos que o vento levou
Amigos que o tempo apagou.

Amigos que criei
Amigos que conquistei.

Amigos que ganhei
Amigos que perdi.

Amigos que vieram
Amigos que foram.

Amigos que nunca estiveram
Amigos que apenas rondavam.

Amigos virtuais que interessados como feras farejavam
Amigos que desinteressados sorrateiramente se afastaram.

Amigos que os interesses corromperam
Amigos que nada trouxeram.

Amigos que a inércia emperrou
Amigos que a apatia anestesiou.

Rorschach, 21/05/11

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Fevereiro 27, 2011

O sonho do poeta

Filed under: POESIA — carva55 @ 1:47 pm
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Do Site , Jorge Jacinto da Silva Júnior

O poeta é sensível a tudo
E em todos quer ver harmonia e paz.
Cultiva o amor numa palavra num gesto
No bem que a todos faz.

Se todos fossem poetas o mundo giraria
Mais afinado
Assim gira numa rebaldaria
Aos solavancos desengonçado.

O poeta sonha acordado e a dormir
Sonha ver todo o Ser do mundo feliz a rir
De olhos secos e garganta regada
E pança bem recheada.

Fevereiro de 2011

Prenda de aniversário

Filed under: POESIA — carva55 @ 1:42 pm
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Toma lá este ramo
De flores como prenda de aniversário.
São de plástico bem sei… coloridas mas sem cheiro.

Pudesse eu ir levá-las…
Quisesses tu vir buscá-las…

E eu te daria todas as flores dum jardim inteiro!

Se não tivesse dinheiro para as comprar
Sem hesitar
Como um louco de amor as iria roubar
Para cheio de felicidade enquanto cheirosas
Frescas e bem viçosas
A ti sem demora as ir dar .

Fevereiro de 2011

Dança mágica da procriação

Da Net

Que é aquilo
Que ao longe se agiganta?
Um simples remoínho de vento ?
Ou o nascer de um perigoso tornado?

Agora, já mais perto
Revela-se : Nada mais é que uma bela amazona bem montada.
Vê-se-lhe nitidamente
O loiro cintilante
Do cabelo desgrenhado
Pelo vento
Na cavalgada.

Radiante
Pela euforia
Da chegada
Mais ofegante
Que o robusto corcel de batalha
Que monta.

Chega, apeia-se
Arrima-se-me
Aconchega-se-me .

As minhas mãos prescrutam
Curiosas investigam
Afagam apalpam.

Quentes seios
Macios aveludados
Hirtos mamilos.

E a dança começa.

Os olhos, cúmplices
Fingem nada ver.
Os narizes
Expectantes
Cooperantes
Observam e consentem.

Os lábios tocam-se
Abrem-se
As línguas
Serpenteiam
Como lânguidas
Serpentes
Em tempo de acasalamento.

Roçam-se ao de leve.
Depois como o amor
Que livre flutua no ar
E que anda de mão em mão
Sofregamente
Contorcem-se na quente
E envolvente
Dança
Mágica da procriação.

Novembro 19, 2010

Putas ricas e putas pobres


A Poesia
É uma puta
Pobre de estrada
Mal amada
Mal divulgada
Maltrada
Escorraçada
Ao pontapé no traseiro e chapada
Na cara.

Mas outras formas de escrita
A que chamam de Literatura
São putas finas
Senhorinhas e meninas
Bem falantes
Bem letradas
Acompanhantes
Tratadas
Com pinças
Cirurgicas
E a preço de amantes.

Óh! Putas de estrada
Tendes todo o meu respeito.
Porque dais o buraco do cu
As mamas do peito
A boca
Que chamam do corpo
A boca
De comer
E beber.
Com muitos uis e ais
Muito sofrer
Alguns fingidos e outros reais.

Agosto 7, 2010

Feio era o teu nome

Filed under: POESIA — carva55 @ 10:15 am
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Feio te chamavam
Porque feio era o teu nome
Bonito era o teu sorriso
Claro e sincero o teu falar.
E como bálsamo a curar
Ou tónico a tonificar
Alegravas os corações
E punhas o povo
Feliz a gargalhar.

( Para ti, amigo António Feio . __ Descansa em paz__ . )

Abril 9, 2010

Paz, somente uma palavra vã

Filed under: POESIA — carva55 @ 2:54 pm
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Da net

Janeiro 7, 2010

Hoje nada me interessa

Filed under: POESIA — carva55 @ 8:44 pm
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Hoje nada me interessa…

Podem morrer mil
Podem nascer outros mil.

Pode um rio transbordar
Pode um mar se revoltar
E casas arrastar
E árvores arrancar .

Pode cair o Carmo e a Trindade.
Podem comboios descarrilar.
De manhã e à tarde.

Hoje nada me interessa.

Sei que se nada disto acontecer
Hoje vou ver
O que já vi ontem.
E amanhã para ver
Só haverá
O que vi hoje
O hoje
Que amanhã já é ontem.

Malditos telejornais
Que nada informam.
Anunciam umas coisas sensacionais
Ao abrir antes e depois dos longos intervalos
Coisas para ver lá mais à frente.
Repetem repetem e tornam
A Repetir! __ Lá mais à frente__
Isto e aquilo vão ver lá mais à frente.

E eu, Zé povo, espero.
Espero e desespero.
E nem antes nem depois, só lá para o fim.
E quando lá vem
Por fim
Nem é nada de especial
Foi só um isco afinal.

Isto é terrorismo!
Meus senhores! Terrorismo
Desinformativo!
Que a tanto obrigam as malditas
Guerras das audiências.

Mas hoje estou farto
E já nada me interessa
E digo:
Basta!!!

Vou mais cedo
Para a cama carregar as baterias
Que o meu tempo de sono
Não merecem estas porcarias.

Felizmente que tenho mais!
Muitos mais canais.

Amanhã vou sintonizar a Rai. Falam Italiano
Mas não me levam ao engano.

De um lado
O orelhudo
Do outro lado
O engelhado.

Cada qual em seu lado
É de tudo isto o culpado.

Ó orelhudo!
Ó engelhado! Tão cedo
Não papo mais
As vossas imitações de telejornais.

Heróis

Filed under: POESIA — carva55 @ 8:24 pm
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As cabeças
Pensantes
Das pessoas
Conscientes
Pensam
E os medos emergem.

As cabeças
Pensantes
Das pessoas
Conscientes
Nunca gerarão
Heróis voluntários.

Assim sendo
E bem vendo
Todos são e serão
Heróis ocasionais.
E nunca serão
Heróis intencionais.

De preferência

Quero ser um cão!
Rafeiro
De preferência!
Para não ter a obrigação
De abanar o rabo
À constante
E crescente
Vivência
Conspurcada
Impregnada
E fecundada
De indecência
E maledicência
Desta
E daquela gente

Já me basta a chatice
De ter que enxotar
Ou aturar
Tanta ratice!
Tanta imundice!
Moscas moscardos
E mosquitos
Que me rondam
O traseiro
Estorvam
Nos tomatos
E irritam o seu vizinho
A todo o instante
Durante
Os seus legítimos actos.

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