Entra ou Sai

Outubro 9, 2012

Histórias

Filed under: COISAS MINHAS — carva55 @ 8:57 pm
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Histórias

São vinte e duas horas e trinta e cinco minutos.

Regresso a casa.

No lameiro junto à fábrica Unisto uma vaca turina, ainda anda a pastar. Certamente já a cear.

Comer. Há comeres e comeres em histórias, em lendas, que não passam disso mesmo: lendas.

E há comeres noutras histórias, nestes e noutros lugares, comeres de quem comeu em aventuras por alguns, e algumas vividas, por outros e outras contadas, por outros e outras que apenas ouviram contar… De, com, e em aventuras e desventuras se faz a história. A história dos tempos.

Comer. Feliz daquele e daquela que come onde, quando, e quer comer.

Era uma vez um parque, olhos de patos mansos no lago. Olhos de patos nervosos a passar na estrada. E os medos a nascerem.

Mudança de poiso: Lavagem automática dos carros.

E nessa vez a lua ria, o sol descansava. Na cabeça medos, muitos medos. Na garganta suspiros, uis e ais … Joelhos inquietos nos botões do aparelho de som.

E subitamente a música aos berros. O coração aos saltos. A adrenalina a galopar, num galope desenfreado.

O prazer é muito, o êxtase total.

Subitamente o silêncio. Somente o som do silêncio. E nessa vez, nesse momento, finalmente  o relaxe. Nem um pássaro a cantar, nem um grilo a “grilar”. Só uma respiração ofegante num ombro expectante.

Como numa ilha deserta. Muito silêncio, muita areia, quatro pés, duas cabeças. E todo o tempo do mundo.

Histórias. São só histórias.

Histórias, sementeira de abstracto a fertilizar o substrato.

História do novo que dizia que comia e era só larica, fanfarronice e aldrabice… O novo dizia, dizia, mas era o velho que sem dizer que comia, comia… Quem diria?

Mas, já com poucos dentes era mais o que lambia do que o que comia!…

Histórias dentro de outras histórias.

Histórias que o tempo gerou.

Histórias que o tempo limou e por vezes eliminou.

Histórias em línguas viperinas, venenosas.

Histórias de mentes de escândalos carentes.

Histórias de encantar.

Histórias de embalar.

Histórias para baldroar.

Histórias com tronco e membros.

Histórias sem pés nem cabeça.

Histórias de usar e deitar fora.

Histórias para algo preservar.

Histórias que relatam os quês e os porquês das maleitas do mundo…

Histórias levadas da breca.

Histórias que nem ao mafarrico lembraria.

Histórias de tias solteironas desesperadas.

Histórias de primas virgens afogueadas.

Histórias de adúlteros enroscados.

Histórias de eunucos capados.

Histórias de betinhos furados.

Histórias são só histórias!

Histórias do bem e do mal, bem compostas, jeitosas, pensadas, realistas, vividas, sonhadas, bem contadas.

Histórias ficcionadas, inventadas, fatalistas, por vezes muito aldrabadas.

Enfim… Histórias são só histórias.

Abril 20, 2012

Tabus 

Tabus

 

Tabus. Ah! Os tabus. Monstros que atrofiam, que enclausuram.

Foi o namoro em casa do irmão onde o sogro é que ficava a controlar-me, a controlar-nos.

A mim, que era um estranho que lhe entrava em casa, mas a ti que vivias lá e tinhas vinte e sete anos?!

Tanto controle! Controle, mas na pessoa errada.

Tanto foi assim que a filha é que emprenhou!

Foi nos vãos de escadas, nas curvas de escadas entre andares, nos jardins, nos bancos dos autocarros , na barraca da praia com areia a arranhar , em lençóis alugados.

Foi onde tinha de ser, o momento exigia e onde podia ser …

Foi em casa, às sestas de pança cheia em plena digestão onde ainda o alçar das pernas não incomodavam, não havia dores chatas a chatearem nos tornozelos, nos artelhos…nem panças a estorvarem.

 Foi em casa de tarde à noite, a qualquer hora, bastava que apetecesse.

 Mas sempre esperando que enquanto e durante o acto, quem tinha a chave suplente não viesse incomodar.

 Como chegou a acontecer vir e interromper no momento exacto e mais impróprio.

Foi, o que foi, como foi. E é isto que temos para recordar.

Se um dia te acabarem os comeres , se um dia te caírem os dentes , lembra-te que já tiveste dias melhores que foram teus , que foram meus, meus e teus.

 

Abril de 2012

 ImagemImagem

Março 23, 2012

AS MAMAS DOS HOMENS

Filed under: COISAS MINHAS — carva55 @ 12:53 pm
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As mamas dos homens para que servem ?
Têm alguma utilidade ? Será para as línguas que por lá passam terem onde depositar os perdigotos ?
Será  que é para enfeitar  ?  Não ficaríamos mais bonitos sem essas coisas ?
Dizem que deus nos fez . Então penso que desperdiçou  energia , matéria prima e tempo . 
Ou terá sido visionário e previu logo que iam aparecer os GAYS e assim
quis poupar-lhes tempo .  Já as têm é só assoprar-lhes …  
Há por aí alguém que me dê respostas lógicas ?

————

Comentários

1 ) As mamas dos Homens tambem
dão “Alma” às Mulheres. Se os Homens gostam de ver os seios das
Mulheres, tambem , elas gostam de ver as nossas! Só que na Praia todo o
“Burro” olham os peitos delas enquanto despidas e, elas, nem reparam nas
nossas!

 2 ) Nem reparam ?  Realmente algumas são tão feias que metem medo ao susto!…

3 ) Do que tu telembras…  

 4 ) Tem graça ,só pensei  nesta coisa já com 56 anos , porquê não sei?

5 ) Sabes que os homens também desenvolvem cranco na mama.

6 ) sim,já  ouvi

Poeta

Filed under: COISAS MINHAS — carva55 @ 12:24 pm
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Sim, sou Poeta sim Senhor!
Sou poeta quando falo, quando escrevo.
E assim dizendo, as minhas alegrias, se me apetece partilho.
As minhas tristezas, se quero, escondo.
Sou poeta, sentinela alerta quando firme denúncio a malvadeza que por este mundo alastra e impiedosa me tortura.
Sou poeta quando desejo o bem para todos, num mundo  livre e limpo de
todas as maleitas que impregnam, todos os cabelos, todos os neurónios,
todos os nervos destes tristes mortais.
Sou poeta quando sadicamente desejo que os deuses desçam dos seus pedestais e venham até junto dos demais.
Que tenham a coragem e ousadia necessária e façam uma monda profunda e
arranquem todas as ervas daninhas e transformem isto num verdadeiro
jardim.
Não, só isso não, muito melhor: Que nos livrem destes
empecilhos, que tudo emperram. Destes corruptos que tudo nos roubam,
tudo como sanguessugas nos sugam.
Já que os fizeram, fazem todos, (dizem), que os levem que os aturem.
Sou poeta quando digo que quero o teu bem. Que te respeito como ninguém.
Dá-me prazer ver o teu sorriso. Um sorriso de canto a canto rasgado!
Quando comigo ris das minhas alegrias.
Às vezes, o meu sofrer, nas minhas tristezas , meto-o ao bolso… Carrego-o e levo-o para onde posso.
Para longe de ti. Um longe muito longe sem ti. Para longe dos teus
olhos. Só quero saber que os teus olhos só vêem e retêm a beleza que têm
os teus sonhos.
Longe de mim querer ousar turvar essa água cristalina que habita em teus olhos …
Óh! E como isso é tão bom!
Muito bom! Um bem supremo!
Que fica alimentando esta ânsia ardente, que é fogo!
Óh! E como isso é tão bom!

Março 1, 2012

LIVROS GRÁTIS

Filed under: COISAS MINHAS,Uncategorized — carva55 @ 11:21 am
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Olá . Convido-vos a baixar , guardar e ler com calma . Obrigado

http://www.bubok.pt/livros/1471/Entre–Margens

http://www.bubok.pt/livros/1473/Entre-Olhos-e-Folhos

Dezembro 25, 2010

Dança mágica da procriação

Não sei de onde

Que é aquilo que ao longe se agiganta?
Simples remoinho de vento?
Ou o nascer de um perigoso tornado?
Agora, já mais perto, revela-se: Nada mais é que uma bela amazona bem montada.
Ve-se-lhe nitidamente o loiro cintilante do cabelo desgrenhado pelo vento na cavalgada.
Radiante pela euforia da chegada mais ofegante que o robusto corcel de batalha que monta.
Chega, apeia-se, arrima-se, aconchega-se.
Submissa entrega-se a mãos que perscrutam, curiosas investigam afagam apalpam quentes seios, macios e aveludados hirtos mamilos.
E a dança começa.
Os olhos, cúmplices fingem nada ver.
Os narizes expectantes cooperantes observam e consentem.
Os lábios tocam-se, as bocas abrem-se, as línguas aproveitam e serpenteiam como lânguidas serpentes em tempo de acasalamento roçam-se ao de leve.
Depois com o amor que livre flutua no ar e que anda de mão em mão, Sofregamente contorcem-se na quente e envolvente dança mágica da procriação.
E as partes, húmidas e viscosas, gulosas incham e em êxtase explodem.
Semeiam, e delas nascem lindos e engraçados pirralhos que se tornam em botões, e depois em lindas flores que formam os jardins e os édenes, que enfeitam e perfumam as nossas vidas.

24 de Dezembro de 2010

Setembro 24, 2010

Meu Livro Em Destaque

Filed under: COISAS MINHAS — carva55 @ 4:50 pm
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Olá . Convido todo o mundo a passar pelo Site http://www.bubok.pt onde vão ver o o meu livro _ CONVERSAS DE PAPEL __ Em DESTAQUE , como livro RECOMENDADO, há já cerca de doze dias , devido a uma votação dos próprios cibernautas que visitaram esse site e nele votaram . E eu , pobre sou …mas não mal agradecido, sinto-me envaidecido, ( quem não é vaidoso , pelo menos um pouquinho? ) Para mim , sedento de comunicação, este estado de Top, é como casqueiro com sabor a trigo… E já agora, quem ler o conteúdo libertado e a sinopse e gostar pode comentar . Sempre é publicidade de boca- em -boca , que é a melhor.

Maio 9, 2010

Novo livro

Filed under: COISAS MINHAS,Uncategorized — carva55 @ 12:53 pm
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Informação para quem interessar.
Coordenadas para encontrar o meu novo livro.

http://www.worldartfriends.com/store/2-livros?p=4

Link, Livaria, Livros, Página 4 , Letra ( C )

Março 13, 2010

Coisas da vida

Hoje é sábado, dia treze de Março de dois mil e dez.
Voluntariamente fui trabalhar. E até hoje pouquíssimas vezes fui voluntário, fosse para o que fosse.
Sempre ouvi dizer que voluntário, só para a sopa e o pré – que é o ordenado da tropa.
Para entrar na Marinha, tive que assinar um documento, porque nessa data já era casado. Por isso, voluntário, não foi, porque fui fora de tempo, e não fui recrutado porque não me tinham chamado. Então digamos que fui semivoluntário.
Hoje, como disse, aprontei-me a ir, porque no último sábado deste mês o meu amigo joão Cruz e respectiva família vão mudar de casa e quero ir ajudá-los. Para isso já avisei o meu chefe para nessa data não contar comigo.
Normalmente devia ter ficado em casa, porque antes de ontem fui a Zurique com a minha irmã, a minha mulher, uma das minhas filhas e um dos meus genros, assistir ao concerto da Mariza.
Lá fomos na “carreira”, em excursão no jipalhão da minha filha, porque o meu carro estava na garagem para ser preparado para ser levado ao controle periódico. E a tracção às quatro rodas do jipe dava mais garantias de não acontecer, vir a ser apanhado num carrossel de uns possíveis incómodos e perigosos deslizares no gelo e na neve.
Tirei o dia de sexta-feira de férias porque nunca se sabe o que pode vir a acontecer, e porque não sabia a duração do concerto, e também porque estava de neve.
E então pensei: _Para quê poupar férias se eles, escudando-se na polivalência e na flexibilidade laboral, (palavras deles) nos estão a meter em casa conforme lhes agrada?
Gastar um dia de férias – o dia de sexta-feira, e ir trabalhar o sábado – não é normal . Mas como já disse o interesse foi meu.
Acabei de sair de uma rica sesta.
Já estou de molho no banho de imersão.
A careca transpira. Nas tetas a espuma faz cócegas. Com o calor da água quentinha o grelo acorda e arrebita-se.
Lembro-me dos tempos da Marinha. Dos saborosos petiscos na nigth inglesa, que foram repasto do meu cavalo, jovem e à solta.
Lá fora, sei que está frio porque a neve continua nos telhados e no lameiro.
Sabendo isto, tem mais sabor o quentinho da água da banheira.
Da sala chega-me a voz da minha mulher a falar com a nossa neta Noélia de sete meses e meio.
“ Estás rabugenta! Estás farta de estar na aranha? Já te ponho na manta do chão para poderes fazer ginástica, rebolar esbracejar e espernear à tua vontade. Oh com um catano! Já estás outra vez junto ao móvel! Caramba que não paras! “
Criança parada é mau sinal. Querer criança saudável paradinha, sossegadinha? – Será o mesmo que querer um leão sentadinho a ver televisão. só amarrando-o a um poste… Penso.
A neta responde-lhe com um papa, que não sei se quer dizer papá de pai, ou papa de comer. A chamar pelo Papa chefe dos cristãos não é com certeza…
Volto à minha Marinha.
“Se tivesse ficado por lá, já estaria reformado a gozar à grande e à francesa”, penso.
No Vale da Amoreira onde tenho a minha sede, habitam também alguns dos meus ex. Colegas. E em contacto periódico que com eles tenho mantido, fui sabendo que há já muito tempo, muitos anos, com a frequência nos diversos cursos se tornaram Sargentos.
Alguns, por terem participado em comissões especiais, beneficiaram de bonificações de tempo e já se encontram reformados.
Eu, como não me tenho nem por mais burro, nem por mais esperto, certamente teria passado por tudo isso, e agora estaria nessa dourada situação, a gozar o saboroso estatuto… Assim tenho que por aqui continuar a malhar no ferro dos tubos…
Poderia ter continuado. Cheguei a meter os papéis. Acabei por decidir sair. Foi a minha opção portanto não adianta chorar sobre leite derramado…
“Que raio, outra vez?! Já me doi as costas de tanto me baixar para te ir buscar .“
“A guerra continua. Ainda bem porque assim tens com que te entreteres , senão morrerias ao pasmo, a cismar em coisas e loisas”, penso, enquanto me seco.
Saio. Na sala, a Tv. passa algo que não sei do que se trata.
Não me cheira a grande coisa…Em poucos segundos, concluo que não me interessa.
Vou para o computador.
E aqui estou, a dedilhar para registar, esta coisa em forma de desabafo.
Agora com as baterias bem carregadas estou pronto. Prontíssimo!
Noutros tempos seria para a nigth. Hoje vai ser para a sossega, que estes meus cansados ossos por vezes rangendo já reclamam.

Abril de 2010

Julho 19, 2009

Confraria da Caldeirada

Da net

Da net


Decorriam os anos setenta. Havia pouco tempo que tinha acontecido a célebre revolução dos cravos.
A esperança estava elevada ao máximo. “Era agora que tudo aquilo por que tínhamos sonhado e tanto esperado ia ser realizado”, __ ouvia-se por todo o lado.
Era uma coisa que enchia as ruas, as fábricas, e impregnava de alegria principalmente, as cabeças e os corações das pessoas.
As pessoas que eram o povo. E o povo acreditava, porque a fé e a esperança move ou derruba montanhas, dizem …
Mas outras forças, semiocultas, submersas, quase que em banho – maria, esperavam o momento de atacar.
As forças de quem pode __ as forças do vil metal, por quem tudo gira, para quem tudo cresce, para sustentar as descontroladas gulas, e ganâncias desenfreadas.
E assim foram passando os dias que fizeram anos. Anos de continuação do penar dos filhos da mãe, de muitas mães, mães sofredoras, mães trabalhadoras, mães que limpavam, mães que amamentavam e desmamavam, mães que sofriam os azedumes dos seus homens, mães que choravam as mortes dos seus filhos, mães que apertavam a cinta para travar a crescente fome de tudo a crescente fartura de nada.
As forças acima descritas, semiocultas nos covis, ou em tachos marinando e temperando, repito: _ em banho – maria esperando, pacientemente esperavam.
Até que chegaram os tempos em que já no ponto, apareceram e como praga moléstia ou epidemia se multiplicaram e de tudo se apropriaram.
As pessoas, as mães e os filhos que faziam e compunham o ramalhete da esperança e da crença, de tanto esperar, estando já num estado de desiludidos, amorfos, e como um rebanho entontecido pelos interesses do pastor, foram fechando os olhos, deixando tudo crescer ao gosto e prazer de quem estava a reaparecer.
E assim, o meu querido país, rapidamente se transformou numa manta de retalhos rota, desfraldada e esfarrapada. De todo o lado, apareceram mentes corruptas e dedos gulosos e mafiosos a abanar e depressa a desviar, a árvore. A desviar, repito, __ porque roubar era o acto de quem antes estendia a mão à fruta para matar a larica a que estava condenado.
Décadas depois permanece a caldeirada, por essas forças tão bem confeccionada. Forças reunidas na confraria da Caldeirada.
E para completar a obra começada, apanharam boleia na crise financeira que os seus primos espalhados pelo mundo engendraram, comandados pelos dos “states”, (porque é de lá que vem toda a merda envolta em pozinhos de oiro!) e à outra crise de valores já bem medrada, juntaram, e nos restantes amorfizados, anestesiados, deram muita porrada. Agora como toiros usados nas toiradas, nas arenas torturados, ensanguentados, ajoelhados esperam a última estocada.
Enquanto esperam por isso olham em redor procurando os valores anteriormente conquistados em séculos de lutas. Alguns desses valores estão já irremediavelmente perdidos. Outros esperam ainda na calha do corredor da morte. Como se de membros desossados se tratasse, já desmaiados, desfocados, desvalorizados, esperam o momento final. O sacristão prepara já a corda e o sino para dar o toque a finados, finitos, espremidos, prensados.

Julho de 2009

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