Entra ou Sai

Maio 31, 2009

Novelas

Da Net

Da Net

Novelas!
Novelas!
E mais novelas!

Eis um mundo de sonho!

Beldades de cortar a respiração!
E o povo esquece
As maleitas do dia-a-dia
E enche
A barriga vazia
À frente
Da televisão.

Casas casarões
Mansões
E carrões

Luxos a rodos nas novelas !

Barracões
Bidões
Latas
Barracas
Plásticos
E ratos
Nas favelas.

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Maio 29, 2009

Amigos das Farras

Do site  _ Comezainaslimitadas

Do site _ Comezainaslimitadas

Amigos, que comigo andastes a roubar galinhas
E a chamar o dono para a farra
Da comezaina
Das grandes patuscadas.

E eles contentes riam
Lambões comiam
Comiam
E a pança enchiam.

Mas era o bom e o bonito
Quando de repente descobriam
O logro
Em que tinham caído.

Depois de muitas ameaças de chamar a guarda
E dar porrada
O dono roubado
Mas regalado
Por fim lá ficava conformado.

E nada fazia
Nada acontecia.
Porque sabia
Que em breve a um outro roubaria.

Ele e mais algum que de boa vontade ajudaria.

Amigos, das alegres rambóias
E inocentes tramóias.

Das longas
Molhadas
Pesadas rondas
Pelas adegas
E tascas.

Amigos, dos bailaricos de outro tempo
Que eram fértil campo
De caça às cachopas
Resguardadas
E das moçoilas
Mais ousadas
De faces rosadas.

Amigos, por onde andais?
Como estais?
Eu estou bem! Muito obrigado

Maio 15, 2009

Alegre Casinha

Alegre Casinha

Alegre Casinha

Alegre , bonita
Fofinha, quentinha.
Linda , Tão linda
Esta minha
Alegre casinha.

Deixem-me estar
Sossegado nesta minha casinha
A dormir esta rica sestinha
E deixem o resto rolar
Sem nada a chatear.

Depois, logo se verá.
Até lá
Não me doa
A cabeça
O que for será.

Será certamente.
O bom é saboroso e depressa acaba.
O mau é doloroso e longamente perdura
Como um pau pesado e duro bate sempre
Na cabeça da gente.

Maio – 09

Maio 13, 2009

Enleio de Sereia

Filed under: POESIA — carva55 @ 6:00 pm
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Da Net

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O vento sopra
E a vida continua .

O mar manhoso se enrola
Na areia .

E tu manhosa
Me encantas com teu enleio de sereia .

Imbróglio

Filed under: POESIA — carva55 @ 5:57 pm
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 Da Net

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Deitado na areia , planto … , cogumelos !
Que hão-de um dia hirtos crescer .
Em teus seios
Semeio beijos
Que hão-de um dia te apetecer .

Quando o Sol com a Nuvem se encontrar… ,
Quando esse momento chegar ,
Após um rápido olhar
Tu sedenta e faminta mos hás-de suplicar .
É grande esta dor de cotovelo não sei se tos vou dar .

Neste extenso areal

Filed under: POESIA — carva55 @ 5:52 pm
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Da Net

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Neste extenso areal onde
E de onde
Não se avista
Vivalma.

Vendo
O vai e vem das ondas. Ouvindo e saboreando
O ir
E o vir.

Embrulhados no ido
E no vindo
Do sopro do vento
Estou só.

Sem nada
Que me olhe
Sem nada
Que me incomode.

É nestes momentos de sossego
Que rebóbino
A cassete e recordo
O bom e o mau bem ou mal vivido.

Esse exercício
Às vezes me deixa aliviado.
Outras desconsolado
Silencioso e vazio.

De vez em quando só
Em jeito de arrumação é benéfico
Este exercício
Fique eu assim ou assado.

Praia da Fonte da Telha , Maio de 2003

O Mar e Eu

Filed under: POESIA,Uncategorized — carva55 @ 5:46 pm
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Nove e tal da manhã.

A praia
Está quase deserta.


Aqui
E ali
Umas pessoas
Distantes e sós.

Deito-me de bruços.

E agora
Só agora
Solto o grito surdo
Deste sufoco
Que me tortura.

Pelo tanto?
Pelo quase tudo?
Pelo Muito?
Pelo quase nada?

Nem sei!

São contradições
Em forma de recordações.

A brincar, o Mar enrola na areia.

Olho-o e ele olha-me.

Neste momento
Em que me sinto só
Só ele me olha
Só ele me fala.

Este Mar que tanto me atrai!

Até quando resistirei?

Praia da Fonte da Telha, Maio de 2004

Maio 6, 2009

As várias formas de beijo

Filed under: POESIA — carva55 @ 8:17 pm

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Há o beijo de burro
De polvo
De linguado
De vampiro.

Há o beijo seco
O molhado
O pedido
O dado.

Há o beijo curto
O longo
O obrigatório
O voluntário.

Há o beijo desejado
Ansiosamente esperado
Vindo de alguém em estado de graça
E há o indesejado vindo de alguém em estado de desgraça.

Há o beijo recebido
O roubado
O chocho
O repenicado.

Há o beijo no nariz, na testa
Na orelha
Na boca
E na, cala-te boca…!

Há o beijo de nunca mais
E o de chorar por mais
Em outros sítios que tais…!
Que provocam uis e ais.

Há o beijo acre
Picante
Irritante
Que farta a gente.

Há o beijo doce chocolatado
O beijo azedo
Como fel
E há o beijo com sabor a mel.

Há o beijo verdadeiro
O fingido
O de pai, de mãe, de esposa e de amante
Todos com sabor diferente certamente.

A menina da castanha assada

Filed under: POESIA — carva55 @ 7:56 pm
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 da net da net Da NET”]Da NET

Há já tanto tempo! Tempo passado
Tempo ganho tempo perdido
No tempo ora quase parado
Ora passando acelerado.

Por onde andará?
Onde estará?
A menina jeitosa!
E gostosa!

Da boa
Castanha assada
Na velha praça
Do comércio em Lisboa.

Como estará a menina do assador?
Dos cabelos cor de ouro! Linda cor!
Do rosto rosado
De calor afogueado!

Como estará a menina da castanha assada?
Com tanto apetite que a desassossegava!
Talvez cansada e muito usada.
Não me admirava nada.

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