Entra ou Sai

Abril 24, 2007

VIVAS AO VINTE E CINCO DE ABRIL

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Mais um aniversário daquela
Maravilhosa
E inolvidável madrugada
Se aproxima.
Aos homens que nela se envolveram
Pelo trabalho que por certo tiveram
De uma forma
Ou de outra
Muito fizeram
Para que o sonho
Se tornasse realidade em jeito de agradecimento
E homenagem lhes canto
Agora e sempre lhes cantarei.

Todos os cânticos
Que for capaz de lhes cantar.
Por todos os caminhos
A palmilhar
A todos lugares irei
E cantarei.

Pela reviravolta benéfica que gerou
Na caduca sociedade portuguesa
De então. Pelo que aos olhos e corações do povo representou
Agradecido cantarei.

Eu, tu, todos nós que não pactuámos com tal sistema
Que não comemos da mesma gamela
Com tal famelga
O nosso obrigado
Mil vezes amplificado
Para que bem longe se ouça
Aos ventos seja lançado.

Juntos e unidos cantemos: Viva o vinte e cinco de Abril!!! SEMPRE

Da noite se fez dia

chuva31.jpg


Era noite cerrada
Num céu de negro
Carregado
De uma quinta-feira
Chuvosa.

Sombras tenebrosas
De criaturas tinhosas
Espiavam
Rondavam
Cercavam.

Sempre presentes!
Sempre omnipresentes!
Sempre omnipotentes!
Nas aldeias lugarejos
E cidades.

Ameaçavam , torturavam , matavam.

Era já madrugada.
De repente, do breu da noite cerrada
Nasceu um dia claro. E o que antes era quase nada

Se juntou
Cresceu e multiplicou.

A vontade dos homens era una!
Juntos num ideal comum deram as mãos, vieram para a rua
E acabaram com a mordaça
Da impiedosa
Ditadura.

E o povo farto
Do freio
E da mordaça
Respirou de alívio
Saiu e encheu tudo que era rua e praça.

A plenos pulmões, em coro, gritou:

SOMOS LIVRES !!!
SOMOS LIVRES !!!
SOMOS LIVRES !!!

Fora! Com essa corja!
Com a escumalha!
Dos compadres!
Das comadres!
Dessa cambada!

SOMOS LIVRES !!!
SOMOS LIVRES !!!
SOMOS LIVRES !!!

Abril 2004

Abril 16, 2007

ENGULHOS

chuva-1.jpgchuva-abstrata.jpg
Quem me derruba
Este muro
Deste gueto
Que meus horizontes limita?

Quem me corta
Esta cerca
Que me condiciona
Que me aprisiona?

Quem me corta
Esta invisível grilheta
Que me fere
Que me deprime?

Quem me entulha
O caminho que de mim
Te leva, de mim
Te aparta?

Abril de 2007

Abril 15, 2007

Que me serve?

Filed under: POESIA — carva55 @ 10:09 am

chuva-2.jpg

Que me serve
O caminho, se tudo passa
Na estrada?

Que me serve
A saída
Se me negam a entrada?

Que me serve
A porta aberta se a entrada
Me é vedada?

Que me serve
Sentir o perto
Sendo ignorado?

Que me serve
O grito
Se meu gritar não é ouvido?

Que me serve
O palco vazio
Com o pano descaído?

Que me serve
O bem sentado
Se o espectáculo foi anulado?

Que me serve
O rótulo de bem comportado
Sendo lixado?

Que me serve
O motor avariado
Que me deixa apeado?

Que me serve
O existir
Neste lento esvair?

Que me serve
Haver Liberdade continuando
Enclausurado?

Enclausurado nesta clausura
Nua, crua
De rosto engelhado

Sem cor, desmaiado
Sem piedade
Sem idade!

Abril de 2007

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