Entra ou Sai

Janeiro 29, 2007

FINAL DE FÉRIAS

Filed under: Conto — carva55 @ 6:04 pm

São quatro e trinta e três da madrugada de sábado, cinco de Agosto de dois mil seis.      As férias estão chegando ao fim. Estas férias de que já vos falei, que me levaram a esta clausura forçada pelo desejo de poupança, para combater esta actual “tesura”, com o intuito de poupar uns trocos para investir no meu futuro livro o qual já está sendo confeccionado.    Acabei de ver na Tv., o filme, __Os olhos da Serpente __.    Estou agora sentado na sanita a aliviar a tripa. São horas impróprias para tal coisa, mas podia ser diferente melhor ou pior. Há tanta coisa que podia estar a fazer neste momento.    A dormir, como neste momento dormem: a minha mulher, a minha filha, a minha gata, os meus pássaros e peixes.   Ou então a dar uma valente cambalhota.    Mas não. É isto que estou a fazer, foi isto que calhou e foi isto que teve que ser, e o que tem que ser, tem muita força!E ainda por cima é coisa que não podemos delegar em ninguém. Descarrego esta momentânea frustração na ideia caricata que me surge ao largar a parte mais pesada da carga:“Vai chourição, vai por aí abaixo por canos, manilhas até à estação de tratamentos que dizem que existe ali
em baixo. O que restar de ti, (a todas as prensagens, a todas as torturas, resta sempre alguma coisa), nem que seja só uma minúscula partícula, pequenina como uma molécula ou um átomo. Vai, sê corajoso e vai à aventura. Segue o exemplo do que até há pouco, era o teu dono e de quem há pouco saíste.
   Depois da estação, vais entrar no estuário do Rio Reno a que chamam de: __ Lago de Konstanz __. ou __ Bodensee__ Vais viajar. Se ainda tiveres tempo volta-te um pouco para o lado direito e vai dizer adeus à gente da Áustria.    Depois vais passar pela Alemanha, França e só lá para os lados da Holanda é que vais entrar no Mar do Norte.   Vai e diz de tua justiça.    Eiah! que Pena! Agora já é tarde.   Pena porque a exemplo daquelas mensagens que se mandam em garrafas atiradas ao mar e vão mundo fora, também agora poderia e deveria ter-te enfiado num canudo ou garrafa depois de em ti escrever uma mensagem, para todos aqueles parasitas:Para o ministério da cultura, em cujo poleiro se encontra agora montada, uma ministra que só tem olhos para as elites. E também para o primeiro-ministro que nela manda.    Aos editores sanguessugas que só apostam em nomes sonantes que eles mesmos e aquela coisa a que chamam de marketing, promovem.   Aos do lote desta qualidade, a todos, na minha mensagem mandaria para a outra banda. Só isto, para, por educação, não os mandar para a outra coisa.  São agora quatro e quarenta e quatro. Vou esticar estes ossos. Vou fundear no mar dos lençóis. __Penso. E fui.  Ao puxar o lençol para as orelhas pensei ainda. “ Que se lixem, que vão todos pró caraças, que comam e rebentem como um balão”. Tenho dito e continuarei a dizer enquanto isto continuar, enquanto não vier algum degenerado desta súcia, alguém com coragem para isto mudar.       

 

 

 

 

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