ENTRA OU SAI

Novembro 2, 2009

Bola Vaidosa

Foto De bola de futebol.j 2 pg

Da Net

[caption id="attachment_634" align="alignnone" width="150" caption="Da Net "]images[/caption]

Bola que rebola
No pé
Na mão
No chão
E na tola.

Bola
Que vaidosa
Teimosa
Teima
E não entra.

E o Zé-Zé arrepela-se
Enerva-se
Zanga-se.

Com os colegas
Com o do apito
Com a mulher
Com a amante
Com a mãe
Com o pai
Com o filho
Com o amigo.

Em farrapos
Com dor de mal da caixa dos pirolitos
Abafa as mágoas
Com cervejolas
E tremocitos.

Novembro de 2009

Julho 31, 2009

Vendo e não sonhando

Arquivado em: POESIA — carva55 @ 8:33 pm
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Aqui por onde ando
Vendo e não sonhando
Vejo vacas
Muitas vacas.

Vacas Suícas
Francesas
Inglesas
Cinesas
Holandesas
E até portuguesas.

Umas caladas
Pastando
Bojudas.
Outras
Como varinas
Demais falando.

Vacas
Muitas vacas!

De todas as raças
Malhadas
Multicolores
Turinas
Cinzentas
E outras cores.

Julho 27, 2009

Pela manhã

Pela manhã, abeiro-me da minha janela.
A serra está linda!
Hoje o Sol acordou bem disposto
E vai acontecer um dia quente e colorido.
Já pintou a paisagem de muitas cores.
As casas, o lameiro e as árvores.
As vacas pastam, lindas, coloridas.

Uma mistura de sentimentos
Inunda-me de um misto
De nostalgia
Tristeza e raiva.
Lembro-me do meu Portugal e da minha casa
Plantada num bairro
Dormitório a que deram o nome de Vale da Amoreira.

Cercada por uma paisagem árida
Triste despida e vazia
Onde bailam ao sabor do vento
Cascas de melão e sacos vazios de plástico.
Lixo que sobra dos contentores
Abarrotados
A rebentarem pelas costuras.

Lixo abandonado
Pelo remexer dos animais abandonados
Vadios e esfomeados. E dos caçadores de tesouros
Que se contentam com pouco.
Basta-lhes uns palmos de cartão
Usado que lhes rende uns trocos
Para o vinho e o pão.

Os autocarros a passarem!
Os cães a ladrarem!
Bestas humanas que de dentro dos carros
Com preguiça de alçar o rabo
E carregarem no botão da campainha
Apitam para chamarem algum vizinho
Dorminhoco e atrasado.

Camiões aquecem os motores
Num irritante e engasgado
Matraquear de malhadeira
Cansada e soltam lamentos
Em soluços fumarentos.
Não vá pelo caminho chegarem as dores
Do reumático e pregarem uns sustos aos condutores.

Tenho já saudades
Das saudades
Que ainda não tenho
Mas que sei que irei ter.
Saudades deste verde, desta calma
Destas cores, que depois, daquela minha varanda
Só em pensamento poderei ver.

Julho de 2003

Maio 31, 2009

Novelas

Da Net

Da Net

Novelas!
Novelas!
E mais novelas!

Eis um mundo de sonho!

Beldades de cortar a respiração!
E o povo esquece
As maleitas do dia-a-dia
E enche
A barriga vazia
À frente
Da televisão.

Casas casarões
Mansões
E carrões

Luxos a rodos nas novelas !

Barracões
Bidões
Latas
Barracas
Plásticos
E ratos
Nas favelas.

Maio 29, 2009

Amigos das Farras

Do site  _ Comezainaslimitadas

Do site _ Comezainaslimitadas

Amigos, que comigo andastes a roubar galinhas
E a chamar o dono para a farra
Da comezaina
Das grandes patuscadas.

E eles contentes riam
Lambões comiam
Comiam
E a pança enchiam.

Mas era o bom e o bonito
Quando de repente descobriam
O logro
Em que tinham caído.

Depois de muitas ameaças de chamar a guarda
E dar porrada
O dono roubado
Mas regalado
Por fim lá ficava conformado.

E nada fazia
Nada acontecia.
Porque sabia
Que em breve a um outro roubaria.

Ele e mais algum que de boa vontade ajudaria.

Amigos, das alegres rambóias
E inocentes tramóias.

Das longas
Molhadas
Pesadas rondas
Pelas adegas
E tascas.

Amigos, dos bailaricos de outro tempo
Que eram fértil campo
De caça às cachopas
Resguardadas
E das moçoilas
Mais ousadas
De faces rosadas.

Amigos, por onde andais?
Como estais?
Eu estou bem! Muito obrigado

Maio 15, 2009

Alegre Casinha

Arquivado em: POESIA, Uncategorized — carva55 @ 3:00 pm
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Alegre CasinhaAlegre Casinha

Alegre , bonita
Fofinha, quentinha.
Linda , Tão linda
Esta minha
Alegre casinha.

Deixem-me estar
Sossegado nesta minha casinha
A dormir esta rica sestinha
E deixem o resto rolar
Sem nada a chatear.

Depois, logo se verá.
Até lá
Não me doa
A cabeça
O que for será.

Será certamente.
O bom é saboroso e depressa acaba.
O mau é doloroso e longamente perdura
Como um pau pesado e duro bate sempre
Na cabeça da gente.

Maio – 09

Maio 13, 2009

Enleio de Sereia

Arquivado em: POESIA — carva55 @ 6:00 pm
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Da Net

Da Net


O vento sopra
E a vida continua .

O mar manhoso se enrola
Na areia .

E tu manhosa
Me encantas com teu enleio de sereia .

Imbróglio

Arquivado em: POESIA — carva55 @ 5:57 pm
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 Da Net

Da Net

Da Net


Deitado na areia , planto … , cogumelos !
Que hão-de um dia hirtos crescer .
Em teus seios
Semeio beijos
Que hão-de um dia te apetecer .

Quando o Sol com a Nuvem se encontrar… ,
Quando esse momento chegar ,
Após um rápido olhar
Tu sedenta e faminta mos hás-de suplicar .
É grande esta dor de cotovelo não sei se tos vou dar .

Neste extenso areal

Arquivado em: POESIA — carva55 @ 5:52 pm
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Da Net

Da Net

Neste extenso areal onde
E de onde
Não se avista
Vivalma.

Vendo
O vai e vem das ondas. Ouvindo e saboreando
O ir
E o vir.

Embrulhados no ido
E no vindo
Do sopro do vento
Estou só.

Sem nada
Que me olhe
Sem nada
Que me incomode.

É nestes momentos de sossego
Que rebóbino
A cassete e recordo
O bom e o mau bem ou mal vivido.

Esse exercício
Às vezes me deixa aliviado.
Outras desconsolado
Silencioso e vazio.

De vez em quando só
Em jeito de arrumação é benéfico
Este exercício
Fique eu assim ou assado.

Praia da Fonte da Telha , Maio de 2003

O Mar e Eu

Arquivado em: POESIA, Uncategorized — carva55 @ 5:46 pm
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Da Net

Da Net

Nove e tal da manhã.

A praia
Está quase deserta.


Aqui
E ali
Umas pessoas
Distantes e sós.

Deito-me de bruços.

E agora
Só agora
Solto o grito surdo
Deste sufoco
Que me tortura.

Pelo tanto?
Pelo quase tudo?
Pelo Muito?
Pelo quase nada?

Nem sei!

São contradições
Em forma de recordações.

A brincar, o Mar enrola na areia.

Olho-o e ele olha-me.

Neste momento
Em que me sinto só
Só ele me olha
Só ele me fala.

Este Mar que tanto me atrai!

Até quando resistirei?

Praia da Fonte da Telha, Maio de 2004

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