
Da Net
Que é aquilo
Que ao longe se agiganta?
Um simples remoínho de vento ?
Ou o nascer de um perigoso tornado?
Agora, já mais perto
Revela-se : Nada mais é que uma bela amazona bem montada.
Vê-se-lhe nitidamente
O loiro cintilante
Do cabelo desgrenhado
Pelo vento
Na cavalgada.
Radiante
Pela euforia
Da chegada
Mais ofegante
Que o robusto corcel de batalha
Que monta.
Chega, apeia-se
Arrima-se-me
Aconchega-se-me .
As minhas mãos prescrutam
Curiosas investigam
Afagam apalpam.
Quentes seios
Macios aveludados
Hirtos mamilos.
E a dança começa.
Os olhos, cúmplices
Fingem nada ver.
Os narizes
Expectantes
Cooperantes
Observam e consentem.
Os lábios tocam-se
Abrem-se
As línguas
Serpenteiam
Como lânguidas
Serpentes
Em tempo de acasalamento.
Roçam-se ao de leve.
Depois como o amor
Que livre flutua no ar
E que anda de mão em mão
Sofregamente
Contorcem-se na quente
E envolvente
Dança
Mágica da procriação.