Tão perto e tão longe…
Inaceitável paradoxo
Que não vejo
Mas que sinto
Omnipotente!
Omnipresente!
No casulo
Desolador
Deste infortúnio
Pelo destino
Imposto
Exangue
Gota
A gota
Esvaio-me.
Sento-me
E espero
Pelo malho
Do tudo
Ou do nada…
Do tudo ou do nada…, que há-de vir.
Seja o que seja
Que venha
Nem que seja
Somente um olá.
Seja o que seja
Que venha
Mas que venha
E acabe
Com o efeito
Deste silêncio
Castrador.
Seja o que seja, contentar-me-á?
Sei lá?! O tempo o dirá.
O tempo! Sempre o tempo!
Por vezes justiceiro
Exterminador.
Por vezes
De todas as mágoas bálsamo curador.
Exangue, sento-me e espero.
Março de 2007
De facto tão perto…e tão longe! Lindissimo!
Beijos de longe :):):))
Comentário por Fatyly — Abril 4, 2007 @ 3:00 pm |